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Guitarras headless: das cordas double-ball às novas guitarras para viajar

Immagine del redattore: vinicius surian ferreira
vinicius surian ferreira
21 ore fa
Tempo di lettura: 4 min

Acabei de mostrar em um Reel uma pequena aventura com a minha Hohner G2T: essa guitarra headless utiliza cordas double-ball, com uma bolinha em cada ponta. Nem sempre é simples encontrar o encordoamento correto, e uma embalagem aparentemente adequada acabou me levando a adaptar uma corda para continuar tocando. Daí surgiu a ideia: como mudou o universo das guitarras sem mão (headstock)?

As headless viveram sua grande revolução nos anos 1980 e continuaram marcantes no começo dos anos 1990. Hoje estão de volta com pontes mais práticas, travas que aceitam cordas convencionais e, em alguns casos, efeitos digitais integrados. Para quem dá aulas, estuda, toca e viaja com frequência, isso vai muito além da aparência.




O que é uma guitarra headless?

É uma guitarra sem a mão tradicional: os mecanismos de afinação ficam próximos à ponte, e as cordas são presas na extremidade do braço. O comprimento da escala pode continuar igual ao de uma guitarra comum. O resultado costuma ser um instrumento mais curto, com distribuição de peso diferente e bag menor.


As origens: Ned Steinberger e a popularidade nos anos 1980 e 1990

Ned Steinberger desenvolveu uma ideia radical: instrumentos compactos, afinação pela ponte e soluções mecânicas inéditas. Entre os modelos históricos estão as Steinberger GL e L, além dos sistemas S-Trem, R-Trem e TransTrem. O desenho minimalista e as possibilidades técnicas tornaram essas guitarras muito reconhecíveis no fusion, rock e pop da época.


Steinberger GL2T: um clássico da revolução headless dos anos 1980.
Steinberger GL2T: um clássico da revolução headless dos anos 1980. — Foto: Guitar Motel. Origine: https://guitarmotel.net/guitar/steinberger-1987-gl2-t-white/

Nos anos seguintes, marcas como a Hohner popularizaram versões mais acessíveis, com ferragens licenciadas do sistema Steinberger. Não eram apenas guitarras sem headstock: o projeto reunia timbre, equilíbrio, transporte e novas possibilidades de alavanca.


Cordas double-ball: praticidade e limitação

Cordas double-ball têm uma bolinha de metal nas duas extremidades. Nos sistemas feitos para elas, a fixação é rápida, sem enrolar a corda em uma tarraxa tradicional. Foi uma solução engenhosa, mas existe uma limitação: menos variedade de marcas, calibres e reposição. E atenção à compatibilidade: alguns sistemas TransTrem exigem cordas calibradas específicas.


Minha Hohner G2T: muito pequena, mas com alavanca


Hohner G2T: corpo minimalista, sistema double-ball e ponte com tremolo.
Hohner G2T: corpo minimalista, sistema double-ball e ponte com tremolo. — Foto: Cool Old Guitars. Origine: https://www.coololdguitars.shop/products/hohner-g2t-headless-guitar-w-steinberger-system-black-1

Uso muito a minha Hohner G2T para estudar e viajar. O que mais gosto nela é o corpo minúsculo: fica muito cômoda quando preciso reduzir ao máximo a bagagem. Mas há uma característica musical importante: sua ponte com tremolo e alavanca permite vibratos e variações de afinação durante a execução. O sistema Steinberger da G2T também possui uma trava de tremolo (trem-lock).

É importante separar duas características: double-ball é o tipo de corda, não o tipo de ponte. Existem guitarras double-ball com ponte fixa e headless modernas com tremolo que usam cordas comuns. Na minha G2T, as duas coisas estão presentes: double-ball e alavanca.


Steinberger Spirit: a continuidade da tradição


Steinberger Spirit GT-PRO Deluxe: uma releitura compacta do projeto original.
Steinberger Spirit GT-PRO Deluxe: uma releitura compacta do projeto original. — Foto: Steinberger. Origine: https://www.steinberger.com/Steinberger-GT-PRO-Deluxe-Outfit-Color-and-Details-Gallery.html

A Spirit GT-PRO Deluxe mantém a linguagem headless clássica, com cordas double-ball, afinação pela ponte e, nas versões GT-PRO, tremolo R-Trem. É uma boa referência para perceber como o conceito Steinberger continua reconhecível décadas depois.




Minha MOOER GTRS W900: uma headless que substitui outros equipamentos


MOOER GTRS Wing 900: headless com multiefeitos e transmissor wireless UHF integrados.
MOOER GTRS Wing 900: headless com multiefeitos e transmissor wireless UHF integrados. — Foto: MOOER / LEP International. Origine: https://lep-international.jp/products/mooer-gtrs-w900

A outra headless que uso frequentemente é a MOOER GTRS W900 (Wing 900), que me interessa por motivos bem diferentes. Ela traz no corpo um sistema digital de simulações e efeitos, bateria recarregável e transmissor wireless UHF integrado, que funciona com o receptor compatível. A saída jack também permite ouvir com fones, enquanto o aplicativo GTRS ajuda a configurar sons e presets.

Para aulas, estudo em viagens ou ensaios rápidos, isso é muito prático: posso ter guitarra, efeitos e monitoramento privado sem montar uma pedaleira inteira. O wireless diminui a necessidade de cabo quando utilizo seu receptor. O mecanismo de fixação também aceita cordas tradicionais, sem depender de encordoamentos double-ball.

A W900 tem ponte fixa, portanto não oferece a alavanca de tremolo da minha G2T. É uma diferença importante: escolho a G2T quando quero o máximo de compactação e a expressividade da alavanca; escolho a W900 quando preciso levar um sistema de som muito mais completo em um único instrumento.


A nova geração headless: Strandberg e Ibanez Q


Strandberg Boden Essential: ergonomia moderna, ponte EGS Arc e trava para cordas convencionais.
Strandberg Boden Essential: ergonomia moderna, ponte EGS Arc e trava para cordas convencionais. — Foto: .strandberg* Guitars, immagine stampa / foto de imprensa. Origine: https://media.strandbergguitars.com/media/332286/boden-essential-transformative-teal

As Strandberg Boden colocaram a ergonomia no centro do projeto: corpo recortado, equilíbrio e soluções pensadas para diferentes posições ao tocar. A Boden Essential utiliza hardware EGS Arc e trava de cordas, aceitando encordoamentos convencionais. Essa versão Essential tem ponte fixa, mas a marca oferece outras configurações em sua linha.


Ibanez Q54: outro exemplo atual com trava de cordas própria e ponte Mono-Tune.
Ibanez Q54: outro exemplo atual com trava de cordas própria e ponte Mono-Tune. — Foto: Guitarlicious. Origine: https://guitarlicious-online.com/products/ibanez-q54-q-series-headless-electric-guitar-black-flat

A Ibanez Q54 também usa uma solução moderna: sua Custom String Lock aceita cordas comuns, e a ponte Mono-Tune permite ajustes independentes. É mais um exemplo da mudança em relação ao antigo formato double-ball, facilitando a escolha de marcas e calibres.


Por que elas voltaram? Viagens, aviões e instrumentos mais leves

Quem viaja de avião para tocar sabe como espaço e peso fazem diferença. Uma headless pode caber em uma bag compacta e facilitar deslocamentos de trem, carro e aeroporto. Isso não significa que qualquer guitarra headless será aceita automaticamente na cabine: cada companhia aérea tem regras próprias, e é indispensável conferir as dimensões, a bag e as condições antes da viagem.

O retorno das headless reúne mobilidade, manutenção mais simples, ergonomia e tecnologia. São instrumentos com propostas diferentes: para mim, a Hohner G2T representa a compactação inteligente; a MOOER W900 é quase um estúdio portátil dentro de uma guitarra.



Na minha seleção Thomann, você encontra guitarras headless, cordas double-ball, acessórios e outros produtos relacionados ao vídeo. A disponibilidade pode variar conforme o país. Todas as fotografias deste artigo mostram instrumentos reais, sem imagens geradas por inteligência artificial, e cada uma tem sua fonte identificada.


Fontes e referências

 
 
 
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