Audio-Technica ATV-SG1: da estrada ao palco, meu teste na prática
Da preparação dos instrumentos à viagem, das conversas nos bastidores ao concerto: levei o Audio-Technica ATV-SG1 comigo durante um dia inteiro de trabalho. A ideia não era fazer uma resenha convencional em estúdio, mas ouvir como um microfone shotgun se comporta em situações reais do cotidiano de um músico.
Todos os sons do vídeo da campanha — vozes, guitarras, violões, percussões, ruídos do ambiente e música ao vivo — foram captados com o ATV-SG1. Neste artigo, conto por que escolhi esse modelo, quais recursos foram mais úteis e como ele se diferencia da versão mais simples, ATV-SG1LE.
Publicidade | Conteúdo produzido em colaboração com a Thomann, que forneceu o microfone para este teste.
O que é um microfone shotgun e quando vale a pena usá-lo?
Um microfone shotgun é projetado para privilegiar os sons que vêm da direção para a qual está apontado, atenuando parte dos sons laterais. É uma opção útil para entrevistas, gravações com câmera, vlogs e reportagens, especialmente quando não é prático posicionar um microfone de estúdio perto da fonte sonora.
Isso não significa eliminar todos os ruídos ao redor: a distância até a fonte, o posicionamento do microfone e as características do ambiente continuam sendo fundamentais. A vantagem é conseguir uma captação mais direcionada com um equipamento compacto.
ATV-SG1: os recursos que fazem a diferença
O ATV-SG1 é o modelo mais completo da dupla. Ele utiliza uma cápsula condensadora de 14 mm e um tubo acústico direcional de 100 mm. No próprio microfone, há controle contínuo de ganho, com faixa de ajuste de 37 dB, saída para monitoramento com fones de ouvido e a função Dual Safety Track, que permite registrar uma segunda faixa com nível 6 dB mais baixo para ajudar a lidar com picos inesperados de volume.
Esses recursos são especialmente interessantes quando, no mesmo dia, passamos de uma voz falada para um instrumento de percussão e, depois, para o volume de um show. O modelo também conta com filtro low-cut e um sistema interno de isolamento contra vibrações, que ajudam, respectivamente, a reduzir componentes de baixa frequência e ruídos transmitidos pela câmera.
Bateria interna: uma vantagem real fora do estúdio
Um dos pontos que mais gostei foi a bateria recarregável integrada. É essa bateria que alimenta o ATV-SG1: o microfone não depende da alimentação plug-in fornecida pela câmera para funcionar. O carregamento é feito por USB-C; segundo o fabricante, a autonomia chega a aproximadamente 24 horas sem o uso do monitoramento por fones, com tempo de recarga de cerca de 2,5 horas.
Para quem trabalha entre instrumentos, deslocamentos e bastidores, isso é uma facilidade concreta. Posso deixar o microfone preparado antecipadamente e utilizá-lo com diferentes câmeras que tenham uma entrada de microfone compatível. Para smartphones, tablets e outros aparelhos, podem ser necessários cabos, adaptadores ou interfaces de áudio apropriados. A bateria alimenta o microfone, e não os dispositivos aos quais ele está conectado.
ATV-SG1 ou ATV-SG1LE: qual escolher?
A diferença mais importante não está apenas no preço, mas também na maneira de trabalhar. O ATV-SG1 pesa aproximadamente 155 g e oferece bateria interna, controle contínuo de ganho, monitoramento com fones e faixa de segurança a -6 dB. É pensado para quem quer controlar a gravação diretamente no microfone, sem abrir mão da mobilidade.
Já o ATV-SG1LE é a versão mais simples e leve, com cerca de 100 g. Ele funciona com a alimentação plug-in fornecida por uma câmera compatível, portanto não tem a bateria recarregável integrada do modelo superior. É uma escolha para quem procura um equipamento mais básico, mas não oferece o mesmo conjunto de controles e recursos de monitoramento do ATV-SG1.
Resumindo: para um vlog simples, gravado com uma câmera compatível, o ATV-SG1LE pode ser suficiente. Para produções variadas, entrevistas e captações musicais com diferenças grandes de volume, prefiro a flexibilidade do ATV-SG1.
Meu dia de gravações: da estrada ao palco
O teste começou com a preparação dos violões, guitarras, cabos e equipamentos antes de sair de casa. Depois vieram os sons do carro e da estrada, as conversas e o encontro com outros músicos. Fiz questão de registrar também a alfaia, um instrumento brasileiro de percussão com timbre grave, antes de passar pela passagem de som e pela música ao vivo no Scenario Jazz Caffè, em Verbania, na Itália.
O mais interessante nesse projeto é justamente o contraste entre fontes sonoras tão diferentes: a voz a alguns passos da câmera, os timbres dos instrumentos, a sonoridade do ambiente e a dinâmica do grupo no palco. No vídeo, não tentei esconder essas mudanças. Elas fazem parte da história e ajudam a perceber o comportamento do microfone fora de uma demonstração controlada.
Quer ouvir os exemplos reais? Assista ao Reel completo desse dia.
Para quem eu recomendaria?
Para músicos que produzem seus próprios conteúdos, videomakers, professores, criadores que viajam com frequência e quem deseja gravar vozes e instrumentos diretamente com a câmera. O monitoramento com fones e o controle de ganho são especialmente úteis quando não há tempo para repetir cada tomada.
Para mim, a qualidade de um conteúdo não depende apenas das imagens: o som dá profundidade à história. Poder contar com um microfone com alimentação própria e ajustes rápidos faz dele uma ferramenta prática no trabalho do dia a dia, não apenas um acessório para usar no estúdio.
Se quiser ouvir outros testes com violões, guitarras, viola caipira, percussões e música brasileira, acompanhe meus próximos conteúdos no Instagram e aqui no blog.
Para conhecer os detalhes técnicos e comprar: Audio-Technica ATV-SG1.

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